sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A ASEL prestará homenagem póstuma ao Professor João Ambrósio de Araújo Filho


No dia 16 de fevereiro de 2016, às 19h30min, a ASEL realizará sessão de saudade, em sua sede, para homenagear o acadêmico João Ambrósio de Araújo Filho, titular da Cadeira Nº 39, falecido no dia  12/10/2015.
Professor  João Ambrósio era pesquisador e professor. Era graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Ceará em 1965, mestrado em 1968 e doutorado em 1975, pela Universidade do Arizona, Estados Unidos. Fez pós-doutorado em 1996 na Universidade de Reading, na Inglaterra. Era um grande entendedor do semiárido brasileiro. Ao longo de sua trajetória, realizou pesquisas de grande relevância social e ambiental para a região. Nasceu em Bela Cruz no dia 10 de dezembro de 1941.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

DIMAS CARVALHO LANÇA LIVRO EM SOBRAL

O acadêmico JOSÉ DIMAS DE CARVALHO MUNIZ lançou no dia 24 de novembro, na sede da Academia Sobralense de Estudos e Letras, no Memorial da Educação Superior de Sobral-MESS, o livro DUAS ODES/QUATORZE FRAGMENTOS. O acadêmico João Edison de Andrade presidiu a sessão. A obra foi apresentada pelo acadêmico Manoel Valdeci Vasconcelos.
Este é o 14⁰ livro, entre poesia, conto, crítica literária, novela e literatura infantil.
José Dimas de Carvalho Muniz, nasceu em Acaraú-Ce. Dimas é professor de Teoria da Literatura na Universidade Estadual Vale do Acaraú. Ganhou alguns concursos e prêmios literários, como o Cidade do Recife (02 vezes), o Cidade de Fortaleza (03 vezes) e o Ideal Clube (02 vezes).
A acadêmica Tereza Ramos recitou Confidências, um dos poemas de seu tio, o Príncipe dos Poetas cearenses, Padre Antônio Thomaz, conterrâneo do autor do livro.

Discurso de Apresentação do Livro 

Prezados Senhores e Senhoras

Cumpre-me, inicialmente, e o faço com o maior gosto, agradecer a honra que me é concedida, pelo  Presidente da Academia Sobralense de Estudos e Letras, o confrade Dr. João Edison de Andrade que, em consonância com o escritor Dimas Carvalho, designou-me para apresentar este estimado professor e poeta – José Dimas de Carvalho Muniz  - ou simplesmente DIMAS CARVALHO como assina os seus escritos e é conhecido nos meios literários, e, também, a sua última obra vinda a lume: DUAS ODES E QUATORZE FRAGMENTOS.
É certo que a maioria dos presentes já o conhece, porquanto ele é sócio desta  Academia e professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú- UVA.
Gostaria, ainda, se me perdoam a presunção, afirmar que mantemos salutar amizade, cultivada pelo nosso convívio na UVA, nesta Academia e pelo agrupamento de amigos, em torno do saudoso Lustosa da Costa, quando de suas costumeiras visitas a Sobral. Sem poder deixar de aludir à venturosa excursão a Buenos Aires , empreendida pelo confrade José Luis Lira, Evandir Vasconcelos, Dimas Carvalho e eu, em julho de 2011, onde passamos uma semana, sendo que nós dois, ficamos no mesmo apartamento, do Grand Boulevard Hotel, tendo este fato, seguramente , estreitado o nosso relacionamento.
Concluída esta digressão, faz mister  abordar de pronto, o assunto objetivo desta fala.
Dimas Carvalho nasceu na praiana cidade do Acaraú , embalado pelo incessante balanço do mar e acalentado pelas suas verdejantes e rumorosas ondas, de quem o Príncipe dos Poetas Cearense, Pe. Antônio Tomás, também nascido naquela cidade, num momento de saudade e solidão, se valeu para desabafar as suas mágoas e encontrar lenitivo , conforme se sabe através do seu famoso e belo soneto: CONFIDÊNCIAS.

Para sentirmos o seu encanto, convido a confreira Tereza Maria Ribeiro Ramos Fonteles, membro da família, uma vez que sua mãe, a professora e poetisa Dinorá Ramos, era sobrinha do padre poeta.
Pois bem, foi neste ambiente bucólico que a 28 de janeiro de 1964, surge ao mundo uma criança ditosa que, desde cedo, movido pelos fascínios da natureza, pela maviosa poesia do Pe. Antônio Tomás e pela marcante e prodigiosa verve do seu avô materno, Nicodemos Araújo, que lhe serviu, também, de pai, posto que seu genitor morrera muito novo. O seu avô, autodidata inveterado, publicou 28 livros, incursionando, em prosa e verso, pelas vertentes da História, Teatro, Biografia e Genealogia, dentre outras, e inundou, em profusão, a ribeira do baixo Acaraú de saberes, conhecimento e cultura. Este avô prestativo e consciente, teve o cuidado de prover o seu neto e pupilo, com os melhores livros infanto-juvenis.
Dimas Carvalho estudou 12 anos em Acaraú, no Colégio Virgem Poderosa e se filiou ao Grêmio Cultural Irmã Consolação, vinculado ao dito Colégio, tendo durante 5 anos sido, por opção, o  seu bibliotecário , haurindo um manancial de sabedoria, com longas e constantes leituras.
Por esse tempo, já ensaiava seus primeiros voos, em busca dos espaços siderais , ao encontro do Olimpo e das divinas e misteriosas musas, com as quais , dentro de pouco tempo, selaria convivência vitalícia, com direito permanente  de usufruir, não só dos encantos, como também, dos seus ocultos e místicos eflúvios.
Nestas alturas, com a mente posta numa Faculdade, foi para Fortaleza, tendo-se matriculado no célebre Colégio Cearense, onde concluiu o 2º grau. Na hora de enfrentar o vestibular, sem nenhuma dúvida , escolheu Letras e inscreveu-se no vestibular da UECE e da UFC, alcançando o 1º lugar em ambos. Optou pela UFC, onde graduou-se em Letras e concluiu o seu mestrado.
Oficialmente, a sua carreira de escritor iniciou-se aos 24 anos, quando publicou, com muitas dificuldades e mimeografado, o seu 1º livro, intitulado POEMAS, em 1988.
Todavia com obstinada intuição e perseverança, seguiu  avante, e trouxe a público 14 obras contando com a que hoje está sendo apresentada.
Seus livros abrigam Poesia, Conto, Crítica Literária e Literatura Infantil. A crítica Cearense e do país afora, tem aplaudido e reconhecido o mérito do seu trabalho. Tanto é que arrebatou os Prêmios Literários, classificando-se em 1º lugar, nos seguintes concursos: Prêmio Literário Cidade do Recife em 1966 e 2002; Prêmio Literário Cidade de Fortaleza, em 2001, 2003 e 2004; Prêmio Literário Antônio Girão Barroso – Ideal Club 2001 e  Prêmio Literário Moreira Campos – Ideal Club – 2003.
Teve, ainda, o seu nome incluído no Almanaque do Conto Cearense 1997; Na Antologia do Conto Cearense-2004; no livro Panorama do Conto Cearense – 2005 e no livro Contistas do Ceará em 2008.
Cito, a seguir, algumas considerações pinçadas sobre a obra de Dimas Carvalho.
 “O autor Dimas Carvalho é um dos poucos autores que conseguiram trilhar com êxito poesias e contos”.
 “A poesia de Dimas Carvalho não é só manifestação filosófica; transborda lirismo, encantamento, e leitura própria da História e da Mitologia”.
“A Metalinguagem tornou-se uma prática na poesia moderna. Fernando Pessoa, Carlos Drummond  de Andrade e Ferreira Gullar nos dão exemplos significativos. O Poema Ars longa, de Dimas Carvalho não se esquiva deste conceito.”
Ao término desta simples alocução, digo eu, quero repetir que o poeta Dimas Carvalho graduou-se e concluiu mestrado em Letras, satisfazendo, assim, o seu desejo, seu sonho e sua vocação inata.
É professor da UVA e leciona a disciplina: Teoria da Literatura. Sócio efetivo desta Academia, ocupa a cadeira de nº 18, tendo como Patrono, o Pe. Antônio Tomas.
Ele é um cultor contumaz das Letras e das Artes;
Um peregrino que viaja, assiduamente, pelo mundo, atrás de bibliotecas, museus e monumentos consagrados à Literatura, à Mitologia, à História.
Bem! E o livro? O livro foi lançado, com grande sucesso em Fortaleza, no dia 24 de outubro, havia tanta gente, que causou admiração. O livro está aqui e num instante  estará ao alcance de suas mãos. Contém ele agradáveis e lindos poemas, plenos de imaginação, recheados de metáforas, caprichados na forma, escorreitos na linguagem, variados nos temas, sonoros aos ouvidos que embevecem o espírito e sublimam o coração.
Desfrutem, pois, dele.

Sobral, 24 de novembro de 2015.

Manoel Valdeci de Vasconcelos











segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Artigo do Acadêmico Professor Teodoro sobre o Dia da Literatura Cearense


O Dia da Literatura Cearense foi comemorado no último dia 17 de novembro, pela Assembleia Legislativa, com uma sessão solene. A data foi escolhida em homenagem memorial à romancista Rachel de Queiroz, personalidade superior nas letras brasileiras. Mercê de seus méritos literários, alcançou assentar-se entre os imortais da literatura pátria congregados na Academia, sendo a primeira mulher a conquistar um lugar neste panteão. Não há um conceito unânime sobre o que é literatura e quais as funções que esta expressão maravilhosa do homem desempenha na trajetória da humanidade. Em cada época, são atribuídas à literatura natureza e funções distintas, condizentes com a realidade cultural e, portanto, social, da época.
Desde Platão e Aristóteles, pioneiros em estudos sistematizados sobre a arte literária, passando pelos enciclopedistas até os modernos e pós-modernos, a literatura tem sido objeto de análises e questionamentos os mais diversificados, entendendo uns que a literatura é tão somente a expressão do belo e do maravilhoso. Para outros, a literatura é a utilização da linguagem não submetida ao poder, devendo tal circunstância ao fato de que a linguagem literária não necessita de regras de estruturação para se fazer compreender.
Segundo o entendimento do eminente sociólogo e crítico literário Antônio Cândido, “A arte e, portanto, a literatura, é uma transposição do real para o ilusório por meio de uma estilização formal da linguagem, que propõe um tipo arbitrário de ordem para as coisas, os seres, os sentimentos. Nela se combinam um elemento de vinculação à realidade natural ou social, e um elemento de manipulação técnica, indispensável à sua configuração, e implicando uma atitude de gratuidade”.
Vê-se, pois, o quanto são variados e circunstanciais os olhares dos críticos da literatura a respeito desta arte sobre a qual se debruçam e tentam deslindar. Seria fastidioso insistir em citá-los. Quanto à literatura cearense, diríamos que não se escreve a história da literatura brasileira sem que o Ceará não esteja presente em glorioso pedestal. O romance brasileiro é originalmente uma criatura nascida da fertilidade mental de José de Alencar, pioneiro neste mister genuinamente autóctone com a magistral personagem Iracema, cuja fama alteia-se para além das personagens indianistas romanticamente idealizadas pelo novelista popular norte-americano Fenimore Cooper. Iracema é personagem tão forte que saiu das páginas do romance de para imortalizar-se no imaginário do povo, consagrando nosso Ceará como “Terra de Iracema”.
No Dia da Literatura Cearense, a Assembleia realizou uma sessão solene par homenagear escritores cearenses. Em maior ou menor dimensão, são herdeiros de Alencar, de Adolfo Caminha, de Quintino Cunha, de José Albano, de Patativa do Assaré e tantos outros nomes que se ombreiam aos grandes da literatura nacional, quer na prosa ou no verso, quer na seara do erudito ou do popular. São esgrimistas da palavra escrita, essenciais para o progresso intelectual do Ceará. Seria impossível falar sobre todos a quem abraço nas personalidades que indicamos para alvo dessas homenagens.

Do Blog do Edilson

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Acadêmicos da ASEL são homenageados na Assembleia Legislativa




A Assembleia Legislativa realizou, no dia 17 de novembro, no Plenário 13 de Maio, sessão solene para celebrar o Dia da Literatura Cearense, comemorado no dia do nascimento da escritora e romancista cearense Rachel de Queiroz (17/11). O evento foi proposto pelo deputado Professor Teodoro (PSD) e subscrito pelos deputados Carlos Felipe (PCdoB) e Heitor Férrer (PSB).

Segundo Professor Teodoro, titular da cadeira n⁰ 25 da Academia Sobralense de Estudos e Letras (ASEL), o Ceará é terra de muitos escritores, poetas e movimentos literários importantes. Ele cita como exemplo a criação da Padaria Espiritual, no final do século XIX, uma agremiação cultural formada por jovens escritores, pintores e músicos. O movimento se expressava por meio do jornal “O Pão” e muitos autores criticavam as instituições e valores vigentes. “De certa forma, o Ceará foi pioneiro em desenvolver uma literatura irreverente e relativamente informal”, assinala.

A data é, acima de tudo, uma forma de homenagear todos os escritores que contribuíram para fortalecer a literatura cearense, pontua Teodoro.
Os acadêmicos José Dimas Carvalho Muniz, titular da cadeira n⁰ 18, e Tereza Maria Ribeiro Ramos Fonteles, cadeira n⁰ 27, foram homenageados com a “Comenda Cultural”. Vários outros escritores foram homenageados, entre eles estavam: o presidente da Associação da Nacional dos Escritores, Fabio de Sousa Coutinho; o presidente da Associação Cearense de Escritores, Francisco de Assis Clementino e o sobralense César Barreto.

Com informações da Assembleia Legislativa


quinta-feira, 12 de novembro de 2015








Academia Sobralense de Estudos e Letras
Av. Dr. Guarany, 535 – MESS
CEP 62.040-030Sobral – CE.




                                                                CONVITE


         O Presidente da Academia Sobralense de Estudos e Letras-ASEL, Professor João Edison de Andrade, convida os ilustres acadêmicos e a sociedade de Sobral, para se fazerem presentes à solenidade de lançamento do livro: DUAS ODES/QUATORZE FRAGMENTOS, de autoria do acadêmico JOSÉ DIMAS DE CARVALHO MUNIZ, que ocorrerá na sede do Memorial da Educação Superior de Sobral-MESS, sito à Avenida Dr. Guarany, 535 – Bairro Derby.
A apresentação da obra será feita pelo confrade Manoel Valdeci de Vasconcelos.

DATA: 24 de novembro de 2015
HORÁRIO: 20h
TRAJE: Acadêmicos – Passeio completo com pelerine
               Demais convidados – Esporte fino

                        Após a solenidade, será servido um coquetel aos presentes.

domingo, 8 de novembro de 2015



Acadêmico Dimas Carvalho lançará livro em Sobral

O livro DUAS ODES/QUATORZE FRAGMENTOS, de autoria do acadêmico escritor Dimas Carvalho, será lançado em Sobral, no dia 24 de novembro, às 19 horas, na sede da ASEL/ Memorial da Educação Superior de Sobral (MESS), na Avenida Dr. Guarany, 535 – Derby. O livro e seu autor serão apresentados pelo acadêmico Manoel Valdeci Vasconcelos. Este é o 14⁰ livro, entre poesia, conto, crítica literária, novela e literatura infantil.

José Dimas de Carvalho Muniz, nascido em Acaraú-CE, é professor de Teoria da Literatura na Universidade Estadual Vale do Acaraú. Ganhou alguns concursos e prêmios literários, como o Cidade do Recife(02 vezes), o Cidade de Fortaleza(03 vezes) e o Ideal Clube (02 vezes).

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Acadêmico da ASEL é investido como Cavaleiro da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém


O confrade Dr. José Luís Lira, da Academia Sobralense de Estudos e Letras, é aprovado pelo Grande Magistério da Igreja Católica em Roma para Investidura na Pontifícia Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, no grau de Cavaleiro. A Missa Solene de Investidura será realizada no dia 10 de dezembro de 2015, às 18h30 na Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro, localizada no Largo de Nossa Senhora da Glória, 135, Glória – Rio de Janeiro (RJ).

Que é a Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém (OESSJ)?
A Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém (OESSJ) é a única instituição secular do Vaticano encarregada de prover as necessidades do Patriarcado Latino de Jerusalém e de todas as atividades e iniciativas para apoiar e defender a presença cristã na Terra Santa. As contribuições feitas pelos seus membros são, por isso, o principal recurso de financiamento das instituições do Patriarcado.
A origem da OESSJ está na Ordem dos Cônegos do Santo Sepulcro, constituída por Godofredo de Bulhão, depois da conquista de Jerusalém, na época da primeira Cruzada.
Em 1103, segundo os cronistas desta época, Balduíno I de Jerusalém, segundo rei cruzado, se torna superior da Ordem dos Cônegos do Santo Sepulcro, com prerrogativas, por si e para seus sucessores, de criar Cavaleiros. No caso de ausência ou impedimento do monarca, esta faculdade era subordinada ao Patriarca Latino de Jerusalém. Entre os membros da Ordem, alguns eram considerados Sargentos, os quais representavam uma espécie de milícia eleita dentro da companhia cruzada e se devotavam à defesa do Santo Sepulcro e dos Lugares Santos.
Depois da primeira Cruzada, surgiram em toda a Europa, os priorados da Ordem, por obra daqueles Cavaleiros Nobres e Prelados que haviam recebido a investidura no Santo Sepulcro. Com o desaparecimento do Reino Cristão de Jerusalém, a Ordem permanece sem um superior, ainda que os priorados continuassem a existir sob a proteção de vários senhores e soberanos europeus e da Santa Sé. A vacância do patriarcado Latino fez com que a faculdade de criar novos cavaleiros fosse prerrogativa da mais alta autoridade religiosa na Terra Santa, isto é, o Custódio da Terra Santa.
Em 1847, o Patriarcado foi restabelecido pelo Papa Pio IX, o qual promulgou um novo estatuto da Ordem e a pôs sob a proteção da Santa Sé, dando seu governo ao Patriarca Latino. Nesta situação, foi definida a função preeminente da Ordem de sustentar as obras do Patriarcado Latino de Jerusalém e de incentivar a propagação da fé cristã.
Em 1949, o Papa Pio XII estabeleceu que o Grão Mestre fosse um cardeal da Santa Igreja Romana, assegurando ao Patriarca Latino a prerrogativa de ser o Grão-Prior. Em 1962, o Papa João XXIII e depois, em 1967, o Papa Paulo VI modificaram o estatuto, para favorecer uma ação mais coordenada e eficiente. Em fevereiro de 1996, o Papa João Paulo II elevou a dignidade da Ordem a Associação Pública de Fiéis, ereta pela Sé Apostólica, de acordo com o artigo 312, parágrafo 1, 1º do Código de Direito Canônico, com personalidade canônica e civil.

A Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém é, portanto, uma associação de fiéis leigos aberta aos eclesiásticos, estabelecida com base no Direito Canônico, à qual é confiada, pelo Soberano Pontífice, a missão especial de assistir a Igreja da Terra Santa e de estimular em seus membros a prática da vida cristã.
Destaque-se que somente a Santa Sé tem competência para erigir associações públicas, universais e internacionais de fiéis. Uma vez que seus membros estão dispersos além das fronteiras nacionais e diocesanas e possuem um estatuto aprovado e promulgado pela Santa Sé, a Ordem é claramente uma associação pública internacional de fiéis. Isto é decorrente das normas comuns do Direito Canônico, das disposições eclesiásticas particulares e das disposições do estatuto da Ordem.
A Ordem tem uma estrutura hierárquica, com o governo do Cardeal Grão-Mestre, que é nomeado diretamente pelo Papa. O Grão-Mestre recebe a colaboração do Grande Magistério, o qual, de acordo com o Patriarca Latino de Jerusalém, define o programa de ação e as operações a favor da estrutura cristã na Terra Santa.
Atualmente, o Grande Magistério está dividido em cinquenta e duas Lugares-Tenências, sendo 5 na América do Sul, sendo que no Brasil temos três, mas, somente a do Rio de Janeiro está em pleno funcionamento.
Portanto, pertencer à Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém é integrar uma rara ordem de cavalaria estabelecida como associação pública de fiéis de religião católica, com personalidade jurídica canônica e civil criada pela Sé Apostólica, na pessoa do Sumo Pontífice, cujo Grande Magistério de Roma é que dá a última palavra sobre nossa admissão e o diploma que receberemos é munido do "Visto" e do selo da Secretaria de Estado. É título de nobreza dentro da Santa Sé e do Patriarcado Latino de Jerusalém.








Com informações do Dr. José Luís Lira